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sábado, 9 de julho de 2011

Corrida contra o tempo...


Oi amigos, estou naquela correria de todos os anos...é..mas é muito legal! Tenho pintado pra caramba,  pra ver se consigo preparar tudo até o início da feirinha. Não apresentarei temática específica...colocarei a mostra várias telas e técnicas que experimento, nada de extraordinário, mas tudo feito com muito prazer e cuidado. Logo a baixo vocês poderão conferir algumas das coisas que estarei levando para o estande da FAMUSE...espero encontrar todos, pois a feira é muito divertida...beijão e até mais....

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Rastos Caicoense...

Antes que eu me esqueça de dizer, a poesia de João Moreira (o Barroca) e a crônica sobre João Bosco que foi postada logo abaixo  pode ser encontrada no livro “Rastos Caicoense”, juntamente com tantos outros textos, relatos e memórias. Por sinal, vale apena conferir essas coletâneas de  crônicas e depoimentos que foram  magistralmente coletados e organizados pela professora, Lidiane Araújo.  Quem deseja pesquisar, saber histórias das antigas ou matar as saudades de momentos e acontecimentos de Caicó, tem que dar um mergulho nos rastos caicoense, vale a pena pois, arranca-nos risos e lágrimas. Pelo carinho e admiração sou suspeito para falar de Lidiane Araújo, mas quem tiver a oportunidade de bater um dedinho de prosa com ela compreenderá o cabedal de conhecimentos e histórias que essa mulher conhece, o que consequentemente deve ter contribuido na produção desses livros que naturalmente tornou-se parte dos registros  de nossa história. Não deixem de conferir!           

Lembranças de Barroca...


Tem tanta gente que eu gostaria de homenagear, de parabenizar pelo trabalho, pela presença que exerce ou exerceu em minha vida. Ou simplesmente agradecer pela existência que provavelmente não só para mim, mas para uma quantidade imensa de almas faz toda a diferença! Na verdade me refiro a pessoas de todas as esferas da vida, que de alguma forma me tocou com sua presença. Por exemplo: Mário Lago foi e é para mim uma dessas pessoas notáveis e inesquecíveis, pelo seu carisma, sua inteligência e o seu inegável talento. Outra dessas criaturas eminentes foi a grande e querida atriz Zilka Salaberry, que não só marcou a minha mas a infância de milhares de pessoas. João Paulo II, que dispensa comentários. Assim, eu poderia por exemplo, desfiar um rosário de nomes famosos, mas iniciarei por citar nomes, que, com certeza para muitos são anônimos, contudo para alguns, por um motivo ou outro, são pedacinhos de suas vidas. Homenagearei um poeta, um sambista, um mecânico, homem do povo.  Postarei duas poesias de João Moreira Sobrinho ( o meu tio Barroca, já desencarnado), pois do muito composto por ele quase tudo se perdeu, pouco restando. Todavia ficaram para nós os parentes a lembrança da alegria e da inteligência desse filho de Caicó e afilhado de Sant’Ana que muito nos proporcionou em alegria e convivência. Essa primeira poesia do tio Barroca é uma homenagem a seu pai José Adelino da Silva, o Deca do Salgadinho e a segunda poesia é uma lembrança lúdica dos seus tempos de criança.

“Sou Deca do Salgadim” – João Moreira Sobrinho (Barroca)
Eu nasci na Vage Redonda, me criei no Sabugi;
Tenho oitenta e quatro anos, vou vivendo por aqui.
Um homem da minha idade a vida já ta no fim,
Quer sabe meu apelido, sou Deca do Salgadim.
Namorei com Dona Antônia, Moreira de Tradição;
Pra casar com a cabocla, me arrisquei cidadão;
O seridó tando cheio, não é brincadeira não.
Houve dezessete filhos, dez morreu inocente;
Sete criou-se lutrido. O mais velho era José;
O filho amigo é falecido, ficou Eunice e Euclides,
João, Maria e Raimundo. O caçula é Erivan,
Solteiro e anda no mundo.
Moro hoje mais Antônia, no palácio da velhice;
E nesse disse me disse, só falamos do passado,
Das alegrias de pobre, nos já tamos superado.
Todos meus cabelos brancos, foi o tempo que botou,
Quando a morte me abraçar, foi Jesus que ordenou;
Deixo adeus pro Seridó, peço perdão para mim;
Já disse meu apelido: “Sou Deca do Salgadim”
“Quando eu moleque pequeno” – João Moreira Sobrinho (Barroca)
Seu moço, meu Caicó; quando eu moleque pequeno
Não tinha saneamento, a Luz elétrica era fraca
Nem falavam em calçamento.
Às quatro da madrugada se ouvia um movimento,
Zum, zum de barris e latas, muitas vozes afobadas
Tangendo os pobres jumentos.
Longo, Zé de Catarina, Manoel Araújo e meu Pai
O resto dos companheiros ficava nesse entra e sai,
Botando água pras casas de quem podia pagar;
Uns a troca de legumes, pois tão danada era a fome
O jeito era trabalhar.
O senhor já ouviu falar no herói João de Ananias?
Pois bem, eu vou lhe contar:
Era um tirador de pedra, era limpador de fossas,
Das casas desse lugar. Matou onça de mentira,
Quis ser profeta sem ser, famoso em comer “quaiáda”,
Jogou vinte e cinco bicho, perdeu sem saber porquê.
As parteiras nesse tempo, Dona Justa, Mãe Candinha,
Comadre Antônia Moreira, outras velhas da ribeira
E a saudosa Mãe Quininha.
Era assim meu Caicó, mas se vivia contente
Muitas Senhoras honradas e homens inteligentes.
Pelo menos Zé do Padre, Foi dentista, era barbeiro,
Amolador de tesoura, Sacristão e carpinteiro;
 me falou diversas vezes que era bom enfermeiro.
O velho João fogueteiro, fazia traque e mijão;
Busca pé e estrelinha, pra se soltar na fogueira
De São Pedro e São João.
Quando terminava o mês, descansava uma semana,
Prá fazer fogos de vistas, Prás novenas de Santana.
No meu tempo de moleque, veja só a brincadeira
Pião, rabugi e soldados, armados de balieira;
Me apela seu Juiz, siribitana e biloca,
Nos pés de Tamarineira.
Agora tudo é moderno, hoje só se fala em carro,
Em rádio e televisor, mulher descansa sem dor;
Ninguém lembra mais de nada, quem sabe é o computador,
Triste do pai de família que, que não tem o filho doutor.

Outro João!



Gente, é engraçado como nos desapercebemos das coisas e pessoas nesse corre,  corre da vida. Tem um trecho do livro “Memórias da Emília de Monteiro Lobato”, que a Emília definindo a vida diz: A vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar, chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos - viver é isso. É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais. [...] A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama; pisca e brinca; pisca e estuda; pisca e ama; pisca e cria filhos; pisca e geme os reumatismos; por fim pisca pela última vez e morre. - E depois que morre? - perguntou o Visconde. - Depois que morre, vira hipótese. É ou não é? Então pensando nisso lembro das pessoas que nos antecederam na grande viagem e se tornaram hipóteses. Neste sentido, gostaria de relembrar e homenagear o professor João Bosco de Lima que a cinco anos retornou a pátria espiritual.
A você que caminha com o tempo...
Por onde anda João Bosco? O Bosco que tantas vezes caminhou pelas ruas da cidade, cabisbaixo, aparentando às vezes apatia ou  displicência, mas que levava consigo sempre uma frase  irreverente, uma idéia na mente e um sorriso escancarado para dividir com alguém?  Por onde anda o Bosquinho Professor? O artista de idéias mirabolantes? O carnavalesco criativo e de fantasias bem humoradas? Por onde anda o ser, que muitas vezes intercedia anonimamente pelos amigos ou mesmo por quem nem o tinha nesta esfera? Quem vai nos cumprimentar com um ar irônico, engraçado e ao mesmo tempo gentil e fiel: “Ooolááá...”,  “queeeriiido”?  Quem dará uma opinião extrapolada ou um conclusivo “arraaasooou!”?
Na vida de João, seu caminhar solitário, desapercebido e sem pressa era um paradoxo a tanto carisma, amizade, e planos. Parecia que o tempo não lhe perturbava. E não lhe perturbava mesmo! Pois, numa manhã fagueira de domingo, um desses dias de pachorra, ele partiu sem avisar, tomando a todos de súbito.
Partiu para aliar-se ao tempo, caminhando com ele até o encontro do seu destino eterno, que  Deus lhe preparou desde sempre. Ele partiu assim: sem alarde, sem arroubos, sem choros desenfreados...mas se foi, deixando um rastro de benevolência e saudade.
Agora João Bosco de Lima, o João ou o Bosquinho, com certeza é mais um facho de luz que avança na eternidade. “É aquele que caminha com o tempo.”
          

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Amigos,


      “... Mês de julho já chegou e a festa começou, é a festa de Sant’Ana...”
      Para nós caicoenses, residentes ou ausentes; até mesmo visitantes sazonais (que nos brindam com suas presenças a cada mês de julho), este trecho da música do Quinteto Violado é bem peculiar, pois remete-nos a momentos agradáveis de reencontros desejados e já anunciados, tendo em vista que anualmente nos voltamos as tradições para saldar a nossa padroeira.
     Festa de Sant’Ana. Mas uma vez religiosidade e diversão estarão interagindo concomitantes para a mobilização e prazer de todos. É nesse clima de euforia que a cidade se reveste de alegria e movimento, e os habilidosos artistas e artesãos ressurgem para apresentar seus trabalhos, alegrar nossos sentidos e brindar-nos com seus talentos. Novamente "graças a Deus",  trago-lhes uma amostra do  meu trabalho que é indício significativo do que penso e do que guardo em meus afetos. Apresento-lhes uma coletânea bem variada de obras e técnicas onde externo minha visão de mundo no qual transitam o belo e o grotesco, o divino e o profano (já que são tão relativos), de forma figurativa.
   A FAMUSE (Feira de Artesanato do Sérido ), mas uma vez me recebe como expositor e por isso eu gostaria de convidá-los já que muitos outros artistas e artesãos também estarão presentes neste que será novamente, um grande evento e que para nós que labutamos nas artes é tão significativo; não só pelas vendas mas também pela interação humana e festiva.  
    É de “Tinta e Alma” que desenvolvo minha história. Por isso, tento trazer aos que creditam qualquer confiança em meu trabalho, um mundo feito de cores, pincéis, alegria e alma.
   Pelo meu apreço, pela  minha consideração e amizade, agradeço imensamente a todos que torcem com amabilidade, colaboram e me incentivam em minhas empreitadas . Não citarei nomes no momento, pois a lista seria um tanto grande e eu poderia pecar por omissão, mas quando em vez, ou de vez em quando eu estarei citando alguns desses nomes gentis e queridos que vem fortalecendo a minha caminhada. Por enquanto é só! E vamos trabalhar que o tempo urge e a FAMUSE está perto.
Um grande abraço e um grande beijo para todos.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

É tudo novo para mim...tenham paciência....

A tecnologia é algo fascinante, mas para quem fica a deriva é assustador...mas com calma e empreendimento a gente chega lá!  Vocês não imaginam como estou ancioso para colocar umas doideiras que penso, que vejo e que tenho vontade de compartilhar e agora vejam só, chegou esse momento e de forma muito mais dinâmica e avançada...pois viva a tecnologia...Bem, mas na verdade vamos começar a trabalhar porque o tempo urge temos muita coisa a fazer. Abração!

Estou chegando, Olá a todos


Oi gente, que alegria chegar aqui nesse imenso e poderoso veículo de comunicação e entretenimento, o qual eu nunca pensei que um dia estaria, e se não o fiz, foi por pura negligência e ignorância...mas como é a vida né? Graças a Jesus, estamos sempre avançando e isso nos enche de entusiasmo e pretensões "boas".
Bem, acredito que postarei coisas bem variadas no decorrer dos dias, é o que desejo. Espero trazer a tona assuntos que venham acrescentar e envolver quem por ventura ler nossas idéias. Basicamente todo tipo de assunto me interessa, inicialmente não poderei me omitir de dar uma certa ênfase as artes plásticas, tendo em vista que dedico parte da minha atenção para a pintura, contudo, procurarei não negligenciar com outros campos dessa atividade que tanto me absorve (pintura, dança, música, poesia, cinema e afins). Também falaremos sobre filosofia, família, religião, comentários, idéias, fofoca (sadia, se é que esta existe), assim sendo procurarei manter uma interatividade divertida, inteligente e agradável. Beijão e até breve!